Listening for silences in Algeria : eliminating the structural silencing of survivors of conflict-related rape as entrenched in Africa during colonisation
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Pretoria University Law Press
Abstract
Conflict-related rape remains a tactic, driven by the extent of injury to a community through injury to the bodies of women. The harm is an individual harm to the women victims and a community harm owing to unwritten rules of what womanhood represents in society. Women victims carry the shame of the perpetrator's actions while the community at large, the shame of failing to protect their women, and their womanhood, from rape and its consequences. Patriarchal colonisation in Africa entrenched patriarchal social norms on femininity and womanhood, amplifying those that were already in some pre-colonial contexts. This continues to sustain a structural, socially enforced, silencing of victims of conflict-related rape in post-colonial Africa. This paper focusses on the structural silencing of conflict-related rape victims. This article demonstrates the colonial roots of entrenched structural silencing of conflict-related rape victims in Africa. With a focus on Algeria, it shows the causal connection between the colonial harm to women arising from the entrenched structural silencing of victims of conflict-related rape and the sustained structural harm that continues to manifest in the post-colonial state. The Algerian War of Independence (1954-62) and the Algerian Civil War (1992-2000) are used as case studies for this. The paper considers what reparations for the imposition of this silencing as a structural and gendered harm would be for Algerian women. This analysis includes the question of post-colonial state responsibility to eradicate the ongoing structural harm that manifests in the country -despite it having a demonstrable root cause that is in part attributable to colonisation.
Le viol lié aux conflits demeure une tactique de guerre, fondée sur l'ampleur du préjudice infligé à une communauté par l'atteinte portée aux corps des femmes. Le dommage ainsi causé revêt une double dimension: il constitue à la fois un préjudice individuel subi par les femmes victimes et un préjudice collectif, en raison de normes sociales non écrites définissant ce que la féminité et la condition de femme représentent au sein de la société. Les femmes victimes portent la honte attachée aux actes des auteurs, tandis que la communauté dans son ensemble supporte la honte de n'avoir pas su protéger ses femmes, et la conception socialement construite de la féminité, contre le viol et ses conséquences. La colonisation patriarcale en Afrique a consolidé des normes sociales patriarcales relatives à la féminité et à la condition féminine, en accentuant celles qui existaient déjà dans certains contextes précoloniaux. Ce processus continue d'entretenir, dans l'Afrique postcoloniale, une mise au silence structurelle des victimes de viols liés aux conflits, imposée et socialement renforcée. La présente contribution se concentre sur cette réduction au silence structurelle des victimes de viols liés aux conflits et en démontre les racines coloniales profondément ancrées en Afrique. En se focalisant sur l'Algérie, l'étude met en évidence le lien de causalité entre le préjudice colonial subi par les femmes du fait de l'enracinement de cette mise au silence structurelle et le préjudice structurel persistant qui continue de se manifester dans l'État postcolonial. La guerre d'indépendance algérienne (1954-1962) et la guerre civile algérienne (1992-2000) sont mobilisées comme études de cas à cet effet. L'article examine enfin la nature que pourraient revêtir des réparations destinées à répondre à l'imposition de cette mise au silence en tant que préjudice structurel et genré subi par les femmes algériennes. Cette analyse intègre la question de la responsabilité de l'État postcolonial dans l'élimination du préjudice structurel persistant qui se manifeste dans le pays, quand bien même celui-ci présente une cause démontrable partiellement imputable à la colonisation.
A violência sexual em conflito continua a ser uma tática, impulsionada pela extensão do dano infligido a uma comunidade através do corpo das mulheres. O dano às vítimas mulheres e à comunidade é devido a regras não escritas sobre formas de representação da feminilidade na sociedade. As vítimas carregam a vergonha da violência do agressor, enquanto a comunidade sente a vergonha de falhar na proteção das suas mulheres e a sua feminilidade da violação e das suas consequências. A colonização patriarcal em África consolidou normas sociais restritivas sobre a feminilidade, amplificando outras patriarcais que já existiam em alguns contextos pré-coloniais. Isto continua a sustentar um silenciamento estrutural e socialmente imposto das vítimas de violações relacionadas com conflitos na África pós-colonial. Este artigo foca-se no silenciamento estrutural das vítimas de violência sexual relacionada com conflitos. Este artigo demonstra que, no continente africano, o silenciamento estrutural das vítimas tem raízes coloniais. Partindo do caso da Argélia, mostra-se a ligação causal entre o dano colonial às mulheres resultante do silenciamento estrutural enraizado das vítimas de violação relacionada com conflitos e o dano estrutural sustentado que continua a manifestar-se no Estado pós-colonial. A Guerra da Independência da Argélia (1954-62) e a Guerra Civil da Argélia (19922000) são usadas como estudos de caso para este caso. O artigo considera que são devidas reparações às mulheres argelinas pela imposição deste silenciamento como dano estrutural e de género. Esta análise inclui a questão da responsabilidade do Estado pós-colonial em erradicar o dano estrutural contínuo que se manifesta no país - apesar de ter uma causa raiz demonstrável que é em parte atribuível à colonização.
Le viol lié aux conflits demeure une tactique de guerre, fondée sur l'ampleur du préjudice infligé à une communauté par l'atteinte portée aux corps des femmes. Le dommage ainsi causé revêt une double dimension: il constitue à la fois un préjudice individuel subi par les femmes victimes et un préjudice collectif, en raison de normes sociales non écrites définissant ce que la féminité et la condition de femme représentent au sein de la société. Les femmes victimes portent la honte attachée aux actes des auteurs, tandis que la communauté dans son ensemble supporte la honte de n'avoir pas su protéger ses femmes, et la conception socialement construite de la féminité, contre le viol et ses conséquences. La colonisation patriarcale en Afrique a consolidé des normes sociales patriarcales relatives à la féminité et à la condition féminine, en accentuant celles qui existaient déjà dans certains contextes précoloniaux. Ce processus continue d'entretenir, dans l'Afrique postcoloniale, une mise au silence structurelle des victimes de viols liés aux conflits, imposée et socialement renforcée. La présente contribution se concentre sur cette réduction au silence structurelle des victimes de viols liés aux conflits et en démontre les racines coloniales profondément ancrées en Afrique. En se focalisant sur l'Algérie, l'étude met en évidence le lien de causalité entre le préjudice colonial subi par les femmes du fait de l'enracinement de cette mise au silence structurelle et le préjudice structurel persistant qui continue de se manifester dans l'État postcolonial. La guerre d'indépendance algérienne (1954-1962) et la guerre civile algérienne (1992-2000) sont mobilisées comme études de cas à cet effet. L'article examine enfin la nature que pourraient revêtir des réparations destinées à répondre à l'imposition de cette mise au silence en tant que préjudice structurel et genré subi par les femmes algériennes. Cette analyse intègre la question de la responsabilité de l'État postcolonial dans l'élimination du préjudice structurel persistant qui se manifeste dans le pays, quand bien même celui-ci présente une cause démontrable partiellement imputable à la colonisation.
A violência sexual em conflito continua a ser uma tática, impulsionada pela extensão do dano infligido a uma comunidade através do corpo das mulheres. O dano às vítimas mulheres e à comunidade é devido a regras não escritas sobre formas de representação da feminilidade na sociedade. As vítimas carregam a vergonha da violência do agressor, enquanto a comunidade sente a vergonha de falhar na proteção das suas mulheres e a sua feminilidade da violação e das suas consequências. A colonização patriarcal em África consolidou normas sociais restritivas sobre a feminilidade, amplificando outras patriarcais que já existiam em alguns contextos pré-coloniais. Isto continua a sustentar um silenciamento estrutural e socialmente imposto das vítimas de violações relacionadas com conflitos na África pós-colonial. Este artigo foca-se no silenciamento estrutural das vítimas de violência sexual relacionada com conflitos. Este artigo demonstra que, no continente africano, o silenciamento estrutural das vítimas tem raízes coloniais. Partindo do caso da Argélia, mostra-se a ligação causal entre o dano colonial às mulheres resultante do silenciamento estrutural enraizado das vítimas de violação relacionada com conflitos e o dano estrutural sustentado que continua a manifestar-se no Estado pós-colonial. A Guerra da Independência da Argélia (1954-62) e a Guerra Civil da Argélia (19922000) são usadas como estudos de caso para este caso. O artigo considera que são devidas reparações às mulheres argelinas pela imposição deste silenciamento como dano estrutural e de género. Esta análise inclui a questão da responsabilidade do Estado pós-colonial em erradicar o dano estrutural contínuo que se manifesta no país - apesar de ter uma causa raiz demonstrável que é em parte atribuível à colonização.
Description
Keywords
Conflict-related rape, Rape-shame, Gendered reparations, Sexual violence, Rape culture of silence
Sustainable Development Goals
SDG-16: Peace, justice and strong institutions
SDG-05: Gender equality
SDG-05: Gender equality
Citation
Lasseko-Phooko, M. 2025, ‘Listening for silences in Algeria: Eliminating the structural silencing of survivors of conflict-related rape as entrenched in Africa during colonisation’, African Human Rights Yearbook, vol. 9, no. 1, pp. 357-377, http://doi.org/10.29053/2523-1367/2025/v9a16.
